segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

As Caravelas

Ah, os mares abertos! Clamam para serem descobertos; Gritam, chamam, seduzem com suas ondas como uma sereia faz com sua deliciosa voz. Mas o que existe além dele, além de intermináveis ondas, além desse interminável azul?

O novo. Os navegadores puderam descobrir o que é sentir o desconhecido na pele, antes de qualquer outra pessoa. Foram valentes, enfrenteram, talvez, tempestades, períodos difíceis em alto-mar, monstros que ninguém havia visto - E, chegando em suas terras "descobertas", uma outra descoberta: culturas totalmente novas. Pessoas andando nuas na América Latina, apaches na América do Norte, negros na África, aborígenes na Oceania. Saíram de suas provavelmente monótomas rotinas europeias, para descobrir o delicioso gosto do novo (que, no final de contas, não era tão novo assim). Eles tinham seus medos, claro, mas foi a ambição de algo totalmente inexplorado e talvez magnífico do outro lado daquele mar infindável que os envolveu.

E, como navegantes, temos que ser também corajosos com o novo. Às vezes, temos medo de enfrentar isso, não tendo em conta a grandeza de aumentar nossos horizontes, e sim se importanto com os monstros que criam acerca dessa novidade. Entretanto, o que seria do ser humano se não fosse o medo?

Sim, geralmente tememos o desconhecido. Por quê? Talvez por ele ser, propriamente dito, desconhecido - não saberemos o que ele pode nos causar. Mas, então, como acabar com esse medo? Adiciono, portanto, algumas palavras para aquela pergunta (Oras, ela está incompleta!): O que seria do ser humano, então, se não fosse o medo e sua curiosidade?

É a curiosidade que move o ser humano. O questionar-se. É não ter medo de expulsar aquele incômodo da rotina, é não temer ser picado quando for tirar aquela pulguinha que sempre temos atrás da orelha. O conhecimento nos move - e não digo apenas aquele conhecimento que só pode ser adquirido em livros; incluo nesse grupo o "conhecimento íntimo", o qual é diferente em cada pessoa.

Foi se movendo que descobrimos coisas cabeludas sobre esse mundo e suas pessoas. O ser que "vegeta" não descobre, não amplia seus horizontes, não consegue sentir o saboroso gosto do Novo - E, supondo que a Vida é um apetitoso prato servido, pode-se dizer que o Novo seria nosso paladar, seria o sentido que deixa o prato mais saboroso, seria aquilo que permitiria que nós pudéssemos sentir o cheiro, tocar, saborear, se deliciar com a visão desse delicioso almoço que é a Vida. E não precisamos atravessar oceanos para abocanhar um naco daquele prato delicioso que os grandes descobridores já saborearam.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Os Ímãs

Os ímãs têm uma natureza interessante: se juntam quando são diferentes, se afastam quando encontram semelhanças entre si. É um símbolo do equilíbrio: nada na natureza é exagerado; sempre há dois lados opostos juntos, se contrastando e equilibrando e neutralizando. Um lado positivo irá encontrar sua metade num lado negativo. Não que eles sejam diferentes - os dois podem ter surgido da mesma pedra.

E é desse mesmo jeito que a Natureza se equilibra: expõe o claro ao escuro, o vivo ao morto, o triste ao alegre, mesmo eles pertencendo ao mesmo objeto, a mesma situação. Já percebeu que em dias de chuva (que geralmente são tidos como dias tristes) as pessoas gostam de ficar juntas? E isso é o equilíbrio: Algo frio e triste irá ser compensado por outra coisa calorosa e alegre. E nos grandes amores então? Só sabemos que encontramos a pessoa certa quando, depois de uma briga, vemos que ela não vai sair tão fácil de nossas vidas.

É, a Natureza é uma balança perfeccionista. Mas não podemos dizer que a Natureza é perfeccionista, pois nela encontramos também pequenas estranhezas que neutralizam sua perfeição. Mas, mesmo assim, ela une o certo ao errado e continua perfeita. E o que é o perfeito se não o equilíbrio do errado com o certo?

domingo, 12 de dezembro de 2010

Amor


E uma perna se movia, subia a outra em delicados movimentos. Sua pele, deliciosa, e a também saborosa pele dela, se uniam numa refeição de um grande chef de culinária moderna, temperado a frescos e desconhecidos beijos, misturado com dois pares de mãos delicadas e finalizado com o vai e vem de dois corpos amantes. E de sobremesa, hm, surpresa.

Seus lábios morenos e grossos, embebidos no mais saboroso pecado original, deixavam escorrer palavras de luxúria e amor; seus olhos, leves e ornados redutos de anjos e arcanjos, riam-se com sua outra deliciosa metade. Em seu corpo, curvas de Art Nouveau se exprimem à vontade: o caminho estava livre para colinas de beleza.

E sua amada, frágil como as camponesas flores primaveris, com suas singelas pétalas completavam a sutil refeição da paixão. Os olhos amados, fogosos e leves, buscavam prazer no adjacente corpo moreno. Seus delicados pés pisariam em centenas de ovos até quebrar um único ovo (que, mesmo assim, já estaria rachado). E essa mesma delicadeza alva sentia a opulência morena.

E se escuta uma porta abrindo - Ah, que pena! Delicioso beijo desperdiçado! - As duas escutam atentas. Ela diz, movendo seus deliciosos beiços: "Você me ama?" Em lágrimas serenas e fortes, sua amada responde: "Não posso". E se abraçam.

Então, o que é mesmo o Amor?

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O Castelo

Um castelo se ergue majestoso em meio as árvores e casas e colinas. Em sua época, era um símbolo do poder, da riqueza, da inteligência. Por seus corredores andava o rei, ser inquestionavelmente inteligente e corajoso, o qual todos deveriam cortejar solenemente. Assim, existia dentro do castelo um outro castelo. Unanimidade; Monopólio. E a Igreja, então, era Senhora indiscutível do conhecimento; qualquer dúvida, qualquer diferença, uma heresia.

E, diante de revoluções, diante de protestos, mudanças e tudo mais, nada disso mudou: Ainda temos, na sociedade de hoje em dia, a Nobreza e o Clero. Não é mais uma nobreza que vive em castelos ou solares, nem um clero que vive apenas do dinheiro da paróquia; as duas classes ainda estão vivas por suas ideologias: a nobreza, que tem seu poder baseado no capital (ou na falta dele), e o clero, que se sustenta pregando "verdades".

Hoje em dia, qualquer um pode ficar importante de uma hora paara outra. E o que é ser importante? Ser influente. Assim, as "verdades" de qualquer ser desse mundo pode influenciar o pensamento das pessoas, alvos fáceis na Era da Informação. Assim, não só pessoas ricas e estudadas influenciam você. Qualquer um pode te influenciar.

Posto dessa forma, tome cuidado para não agir de acordo com algo que não sabe - a Nobreza tentará te enganar mostrando que roupas de marca são úteis, e/ou também exibindo que uma vida pobre e simples é a chave do sucesso. O Clero, por sua vez, tentará te ludibriar pregando que seus ideais são humanos, que você está em meio ao inferno e que pode se salvar acreditando em tudo que ele diz. Alguns dirão que você tem que se rebelar contra o "sistema", mas como ir contra o "sistema" e não ter que necessariamente se juntar a esses? Como disse Platão, "Muitos odeiam a tirania apenas para que possam estabelecer a sua". E essa é a frase que define os dias de hoje.

Assim, proponho uma boa atividade: Tente se perguntar, às vezes, o porquê das coisas. "Por que eu gosto de roupas de marca?" "Por que dizem que somos manipulados pelo 'Sistema'?". Questione-se. Isso sim é a verdadeira chave para a liberdade.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O Espelho


Na frente do espelho ele se olhava. Era um rosto singular, mas não era seu. Então o quê via? Não sabia. Mas via - e entendia. Frente ao espelho tinha alguém estranho. Conhecia a proporção desses reflexos, suas medidas, só não lembrava de quem era. Via algo que fazia parte de si mesmo, mas não sabia que parte era era. Via seu ego, disfarçado com uma trabalhada máscara.

E nesse reflexo do seu ego, via-se de um modo diferente. O espelho não mostrava suas características físicas, e sim seus atributos interiores. Sua insegurança, sua tristeza - tudo isso era evidenciado cru naquela superfície. Mas também sua esperança e sua vivacidade brilhavam em seus olhos.

Por não ter segurança, seu olhos viviam fechados, com medo do não conhecido, e ocultava todo seu brilho. E, com isso, a tristeza suava de sua pele. Mas por que isso? Ele apenas não se conhecia. Ele não acreditava em si. Da mesma forma que sua pele pode suar tristeza, ela pode suar também felicidade, orgulho; Ele tinha medo do que não conhecia - Mas se não conhecia, como tinha medo? Tinha medo dos outros. Na verdade, seu medo era não ser um outro. Queria passar despercebido. Queria que aquele cabelo fosse mais enrolado, que seus olhos fossem mais claros. Queria ser aceito. E nisso, fechava seus olhos, ocultava seu brilho - só para ser mais alguém.

O espelho, na verdade, é a visão dos outros. O que ele via no espelho, os outros vêem também. Mas só ele sabia o que estava vendo. Só ele entendia o brilho de seus olhos. E só ele podia mudar isso. E então, o que você vê quando se depara com um espelho?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Cruz

Uma cruz se levanta ao longo e no alto. E pessoas a olham maravilhadas, crentes, fervorosas. E rezam, e rezam, e olham, e sentem. Algumas não sabem bem por que ou para quem rezam, mas é no mistério que o ser humano encontra sua vontade de viver. Aliás, é só uma cruz; Duas hastes de madeira, sendo que uma cruza a outra. Da mesma madeira se fazem móveis, casas, objetos. Mas aqueles dois pedaços são como uma epifania para os que ali estão e sentem.

E continua sendo um símbolo. Para quem não conhece, aquela cruz não passa de apenas dois pedaços de madeira. E é assim que o ser humano vive: cercado de símbolos. Existe uma atenção especial para os símbolos em nossa vida; não vivemos sem. O alguém que se identifica como ateu só se priva de um deus, mas continua aplicando sua fé em diferentes símbolos. Alguns dizem que não acreditam em nada, entretanto seguem piamente conceitos de seu autor predileto, por exemplo, ou dizem que não existe um deus mas levam um trevo de quatro folhas consigo.

O ser humano não vive sem religião. Qualquer seja seu desacordo ou insatisfação. E, nessa necessidade de religião, alguns a tomam exageradamente; sua cruz será sua nação. Certo orgulho pode até ser percebido quando fiéis são questionados sobre sua religião. Existem vários por aí dizendo aos ventos que são filhos do único e poderoso Deus. Outros, acordam e agradecem o novo dia ao onipresente e onisciente Alá. E, paradoxalmente, os monoteístas afirmam isso de seus deuses.

"Só existe um Deus", dizem os cristãos, mas quando se fala em Alá se pode ver caretas e sussurros nervosos - e o mesmo acontece na situação contrária. Oras, se só existe um deus, então quem é que pode separar Alá e Deus? Eles não são únicos? Pois bem - são um só. E muitos, ao lerem isso, se queixarão: "mas meu Deus/Alá não é igual a Alá/Deus; o meu é melhor". Se o seu deus é melhor que um outro, então você reconhece que existe mais que um deus nesse mundo. E adeus monoteísmo. Se você acha que seu deus é melhor que um outro, mas que mesmo assim você é monoteísta, então você está falando mal de seu próprio deus. E fica nessa encruzilhada.

E que encruzilhada é a religião, hein? Desculpe o lugar-comum, mas se ficar o bicho come e se correr o bicho pega. Portanto, infelizmente o assunto acaba assim, indeterminado. Porque, como ver o tempo (vide O Céu), é difícil ver algo que existe apenas dentro de si mesmo, como a religião, fechada em sua própria existência.



domingo, 5 de dezembro de 2010

O Céu

Ah, o Dia e a Noite! Mostram em várias cores o quanto o céu é algo mutável. Em questão de horas, o que era azul-Orkut vira um tenebroso laranja-avermelhado. Hoje, olhando pela janela, vejo as folhas da árvore tilintar uma nas outras. Venta muito. E se vê passos apressados pela rua. Ok, aqui em São Paulo a coisa não passa de um calor dos infernos ou daquela garoa que não chove, mas molha. Mas hoje venta. E o céu, grande anfiteatro, mostra suas nuvens em um degradê cinza.

Agora também chove. Coisa estranha que é o céu. Aliás, ao menos sabemos onde ele começa e até onde ele vai. Mas sabemos que ele existe. Assim como o tempo. Os dois, filhos selvagens da Natureza, são indomáveis. E, por serem irmãos, são um tanto parecidos também.

Olhe para o céu, de onde quer que esteja (Ele vai estar lá, então não se preocupe). Olhe as nuvens, suas cores. Ele é imutável, mas vive mudando. Agora pense no tempo. Se já é difícil saber se o que você vê é céu, imagine ver o tempo. Mas tente - prometo que vai ser interessante!

E então, o que você vê? Vê o tempo. Sim, o tempo. O Céu e o Tempo são irmãos siameses. Um não vive sem o outro. E, vendo um, você vê o outro. Quando você olha pela janela, você não vê apenas o Céu, você vê o Tempo também. O Céu sempre foi igual, desde a criação desse mundo. E o céu que você geralmente olha, já foi visto por muita gente, num longo período de tempo. O Céu que está sobre você é o mesmo que o dos francese, americanos, chineses. É o mesmo que César, imperador de Roma, viu. é o mesmo que Barack Obama vê todos os dias.

Assim, podemos perceber que o Céu (e o Tempo, logicamente) é um exemplo de globalização. Aliás, é o exemplo mais bem-feito de globalização. Qualquer ser humano já viu o Céu. Qualquer animal já viu o Céu. E ele vai continuar ali, existindo, nos ligando aos nossos contemporâneos, nos ligando ao nosso passado. É, vivemos envoltos num gigante túnel do tempo.

sábado, 4 de dezembro de 2010

O Quebra-Cabeça


Quem já viu um quebra-cabeça feito apenas de duas peças?

Os quebra-cabeças possuem uma natureza interessante. São várias peças, diferentes entre si (ou não!) e que, no final, formam um todo, tendo cada peça importância vital para este. Existem aqueles com peças grandes, fáceis de se montar. Mas o interessante mesmo é aquele quebra-cabeça gigante, com infinitas peças minúsculas. Esse sim, quando terminado, enche seu feitor de orgulho. Não que aquele que é menor seja tão feio quanto fácil, mas é fato que, independente da imagem a ser formada, os maiores são os que guardam mais emoções.

Assim, acho que os quebra-cabeças são inspirados nos trabalhos da Natureza. Aquelas ondas incessantes e fáceis do mar não deixam de ser elegantes e charmosas, mas o brilho da velha pedra preciosa encrustada na humilde terra tem em si uma beleza... espetacular. Não sei se são os anos ou se é o trabalho preciso para se fazer algo, porém é certo que, com o tempo e/ou bastante trabalho, as coisas se tornam mais interessantes. As ondas do mar são "feitas" a cada instante; Já a pedra preciosa demora séculos até se formar completamente.

Conhecendo essa "Proporção do Belo", é fácil entender como se fazem grandes amizades, ou até grandes amores. Quanto menor e mais numerosas são suas peças, maior e mais grandioso será seu todo. E, como de praxe, a Natureza de manifesta mais uma vez nos seres humanos. Grandes emoções só se dão diante de grandes trabalhos, grandes esforços, grandes preocupações. E esse grande trabalho, por sua vez, é feito de pequenas peças. Como um quebra-cabeça.

Ritual de Apresentação ao Tanquinho

Ah, as mudanças do ser humano!

Não basta o mundo mudar a cada dia? Pelo menos sei que no final tudo vai ficar bem. É se jogando ao acaso que crescemos - o ser humano que não questiona (e se questiona) não cresce. Ele não se pergunta por que existe tantas coisas fora do lugar. Ele aceita a dor. Com isso, a questão é um item por si só um tanto rebelde: quem irá questionar um hábito que lhe garanta algum prazer? Quem se pergunta "Oras, por que eu gosto de sorvete de morango?" Questionamos o que não sabemos; questionamos o que não nos convém, o esquisito, o trágico. E o homem (lê-se "o ente humano") naturalmente se questiona. O que nos difere dos animais? Não vivemos apenas por impulso. Não vivemos apenas afirmando "eu gosto de sorvete". Questionamos. Temos dúvidas. E, apesar de ter os impulsos selvagens de fundo, nos perguntamos, de forma ou de outra, por que estamos aqui. E assim crescemos.

E é assim também que começa minha experiência. Oras, o crescimento físico é de meu direito. Se a Natureza não pregar uma peça em mim, irei me desenvolver naturalmente, sem que precise dizer um "ai". Então eu não preciso fazer nada para crescer. Mas eu sou alguém que gosta disso, de fazer, de crescer por meus meios. Aqui está, então, minha prova de humanidade. Não quero comer apenas para viver, nem procurar uma fêmea apenas para fins reprodutivos. Quero crescer. Quero mais. O meu instinto humano ruge dentro de mim. E então eu questiono, eu busco respostas, eu cresço.

E quero compartilhar tudo isso com vocês. Quero ver meus amigos crescendo também, quero ouvir, assim, sem estar esperando nada, na rua mesmo, algo que mostre que a humanidade se desenvolveu, parou de seguir somente seus impulsos. E é por isso que mais um blog está sendo lançado. Para questionar, para crescer. Para debater, e, assim, também criar perguntas e - adivinha?

Quero sim, filosofar, mas não dizer algo que ninguém compreende. A filosofia é a arte das perguntas (e assim, do crescimento), mas infelizmente ela está capenga de uma perna. E é essa perna que a possibilita andar sozinha. Essa perna somos nós. Essa perna é qualquer ser que se questiona, e não apenas os chefões da filosofia. Se essa mutilação teve causa por aqueles que usam essa ciência apenas para status ou não, não se sabe. Mas é certo que o ser humano está alienado de sua própria ciência.

E sãos nessas circunstâncias que o tanquinho tem que começar a pensar. Mas que tanquinho é esse? O tanquinho é apenas uma desculpa. O que eu quero, realmente, é "vulgarizar" (no modo mais benéfico da palavra) a filosofia. Fazer uma filosofia de fundo de quintal, a qual todos podem ter acesso. Fazer brotar o delicioso desejo de crescer em cada ser humano. Fazer uma filosofia de tanquinho, que até uma dona de casa conhece. Por'quanto, só espero que dê certo.

E então, vamos lavar nossas roupas sujas?