Ah, os mares abertos! Clamam para serem descobertos; Gritam, chamam, seduzem com suas ondas como uma sereia faz com sua deliciosa voz. Mas o que existe além dele, além de intermináveis ondas, além desse interminável azul?O novo. Os navegadores puderam descobrir o que é sentir o desconhecido na pele, antes de qualquer outra pessoa. Foram valentes, enfrenteram, talvez, tempestades, períodos difíceis em alto-mar, monstros que ninguém havia visto - E, chegando em suas terras "descobertas", uma outra descoberta: culturas totalmente novas. Pessoas andando nuas na América Latina, apaches na América do Norte, negros na África, aborígenes na Oceania. Saíram de suas provavelmente monótomas rotinas europeias, para descobrir o delicioso gosto do novo (que, no final de contas, não era tão novo assim). Eles tinham seus medos, claro, mas foi a ambição de algo totalmente inexplorado e talvez magnífico do outro lado daquele mar infindável que os envolveu.
E, como navegantes, temos que ser também corajosos com o novo. Às vezes, temos medo de enfrentar isso, não tendo em conta a grandeza de aumentar nossos horizontes, e sim se importanto com os monstros que criam acerca dessa novidade. Entretanto, o que seria do ser humano se não fosse o medo?
Sim, geralmente tememos o desconhecido. Por quê? Talvez por ele ser, propriamente dito, desconhecido - não saberemos o que ele pode nos causar. Mas, então, como acabar com esse medo? Adiciono, portanto, algumas palavras para aquela pergunta (Oras, ela está incompleta!): O que seria do ser humano, então, se não fosse o medo e sua curiosidade?
É a curiosidade que move o ser humano. O questionar-se. É não ter medo de expulsar aquele incômodo da rotina, é não temer ser picado quando for tirar aquela pulguinha que sempre temos atrás da orelha. O conhecimento nos move - e não digo apenas aquele conhecimento que só pode ser adquirido em livros; incluo nesse grupo o "conhecimento íntimo", o qual é diferente em cada pessoa.
Foi se movendo que descobrimos coisas cabeludas sobre esse mundo e suas pessoas. O ser que "vegeta" não descobre, não amplia seus horizontes, não consegue sentir o saboroso gosto do Novo - E, supondo que a Vida é um apetitoso prato servido, pode-se dizer que o Novo seria nosso paladar, seria o sentido que deixa o prato mais saboroso, seria aquilo que permitiria que nós pudéssemos sentir o cheiro, tocar, saborear, se deliciar com a visão desse delicioso almoço que é a Vida. E não precisamos atravessar oceanos para abocanhar um naco daquele prato delicioso que os grandes descobridores já saborearam.
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