E uma perna se movia, subia a outra em delicados movimentos. Sua pele, deliciosa, e a também saborosa pele dela, se uniam numa refeição de um grande chef de culinária moderna, temperado a frescos e desconhecidos beijos, misturado com dois pares de mãos delicadas e finalizado com o vai e vem de dois corpos amantes. E de sobremesa, hm, surpresa.
Seus lábios morenos e grossos, embebidos no mais saboroso pecado original, deixavam escorrer palavras de luxúria e amor; seus olhos, leves e ornados redutos de anjos e arcanjos, riam-se com sua outra deliciosa metade. Em seu corpo, curvas de Art Nouveau se exprimem à vontade: o caminho estava livre para colinas de beleza.
E sua amada, frágil como as camponesas flores primaveris, com suas singelas pétalas completavam a sutil refeição da paixão. Os olhos amados, fogosos e leves, buscavam prazer no adjacente corpo moreno. Seus delicados pés pisariam em centenas de ovos até quebrar um único ovo (que, mesmo assim, já estaria rachado). E essa mesma delicadeza alva sentia a opulência morena.
E se escuta uma porta abrindo - Ah, que pena! Delicioso beijo desperdiçado! - As duas escutam atentas. Ela diz, movendo seus deliciosos beiços: "Você me ama?" Em lágrimas serenas e fortes, sua amada responde: "Não posso". E se abraçam.
Então, o que é mesmo o Amor?
Nenhum comentário:
Postar um comentário