Agora também chove. Coisa estranha que é o céu. Aliás, ao menos sabemos onde ele começa e até onde ele vai. Mas sabemos que ele existe. Assim como o tempo. Os dois, filhos selvagens da Natureza, são indomáveis. E, por serem irmãos, são um tanto parecidos também.
Olhe para o céu, de onde quer que esteja (Ele vai estar lá, então não se preocupe). Olhe as nuvens, suas cores. Ele é imutável, mas vive mudando. Agora pense no tempo. Se já é difícil saber se o que você vê é céu, imagine ver o tempo. Mas tente - prometo que vai ser interessante!
E então, o que você vê? Vê o tempo. Sim, o tempo. O Céu e o Tempo são irmãos siameses. Um não vive sem o outro. E, vendo um, você vê o outro. Quando você olha pela janela, você não vê apenas o Céu, você vê o Tempo também. O Céu sempre foi igual, desde a criação desse mundo. E o céu que você geralmente olha, já foi visto por muita gente, num longo período de tempo. O Céu que está sobre você é o mesmo que o dos francese, americanos, chineses. É o mesmo que César, imperador de Roma, viu. é o mesmo que Barack Obama vê todos os dias.
Assim, podemos perceber que o Céu (e o Tempo, logicamente) é um exemplo de globalização. Aliás, é o exemplo mais bem-feito de globalização. Qualquer ser humano já viu o Céu. Qualquer animal já viu o Céu. E ele vai continuar ali, existindo, nos ligando aos nossos contemporâneos, nos ligando ao nosso passado. É, vivemos envoltos num gigante túnel do tempo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário