domingo, 5 de dezembro de 2010

O Céu

Ah, o Dia e a Noite! Mostram em várias cores o quanto o céu é algo mutável. Em questão de horas, o que era azul-Orkut vira um tenebroso laranja-avermelhado. Hoje, olhando pela janela, vejo as folhas da árvore tilintar uma nas outras. Venta muito. E se vê passos apressados pela rua. Ok, aqui em São Paulo a coisa não passa de um calor dos infernos ou daquela garoa que não chove, mas molha. Mas hoje venta. E o céu, grande anfiteatro, mostra suas nuvens em um degradê cinza.

Agora também chove. Coisa estranha que é o céu. Aliás, ao menos sabemos onde ele começa e até onde ele vai. Mas sabemos que ele existe. Assim como o tempo. Os dois, filhos selvagens da Natureza, são indomáveis. E, por serem irmãos, são um tanto parecidos também.

Olhe para o céu, de onde quer que esteja (Ele vai estar lá, então não se preocupe). Olhe as nuvens, suas cores. Ele é imutável, mas vive mudando. Agora pense no tempo. Se já é difícil saber se o que você vê é céu, imagine ver o tempo. Mas tente - prometo que vai ser interessante!

E então, o que você vê? Vê o tempo. Sim, o tempo. O Céu e o Tempo são irmãos siameses. Um não vive sem o outro. E, vendo um, você vê o outro. Quando você olha pela janela, você não vê apenas o Céu, você vê o Tempo também. O Céu sempre foi igual, desde a criação desse mundo. E o céu que você geralmente olha, já foi visto por muita gente, num longo período de tempo. O Céu que está sobre você é o mesmo que o dos francese, americanos, chineses. É o mesmo que César, imperador de Roma, viu. é o mesmo que Barack Obama vê todos os dias.

Assim, podemos perceber que o Céu (e o Tempo, logicamente) é um exemplo de globalização. Aliás, é o exemplo mais bem-feito de globalização. Qualquer ser humano já viu o Céu. Qualquer animal já viu o Céu. E ele vai continuar ali, existindo, nos ligando aos nossos contemporâneos, nos ligando ao nosso passado. É, vivemos envoltos num gigante túnel do tempo.

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