sábado, 4 de dezembro de 2010

Ritual de Apresentação ao Tanquinho

Ah, as mudanças do ser humano!

Não basta o mundo mudar a cada dia? Pelo menos sei que no final tudo vai ficar bem. É se jogando ao acaso que crescemos - o ser humano que não questiona (e se questiona) não cresce. Ele não se pergunta por que existe tantas coisas fora do lugar. Ele aceita a dor. Com isso, a questão é um item por si só um tanto rebelde: quem irá questionar um hábito que lhe garanta algum prazer? Quem se pergunta "Oras, por que eu gosto de sorvete de morango?" Questionamos o que não sabemos; questionamos o que não nos convém, o esquisito, o trágico. E o homem (lê-se "o ente humano") naturalmente se questiona. O que nos difere dos animais? Não vivemos apenas por impulso. Não vivemos apenas afirmando "eu gosto de sorvete". Questionamos. Temos dúvidas. E, apesar de ter os impulsos selvagens de fundo, nos perguntamos, de forma ou de outra, por que estamos aqui. E assim crescemos.

E é assim também que começa minha experiência. Oras, o crescimento físico é de meu direito. Se a Natureza não pregar uma peça em mim, irei me desenvolver naturalmente, sem que precise dizer um "ai". Então eu não preciso fazer nada para crescer. Mas eu sou alguém que gosta disso, de fazer, de crescer por meus meios. Aqui está, então, minha prova de humanidade. Não quero comer apenas para viver, nem procurar uma fêmea apenas para fins reprodutivos. Quero crescer. Quero mais. O meu instinto humano ruge dentro de mim. E então eu questiono, eu busco respostas, eu cresço.

E quero compartilhar tudo isso com vocês. Quero ver meus amigos crescendo também, quero ouvir, assim, sem estar esperando nada, na rua mesmo, algo que mostre que a humanidade se desenvolveu, parou de seguir somente seus impulsos. E é por isso que mais um blog está sendo lançado. Para questionar, para crescer. Para debater, e, assim, também criar perguntas e - adivinha?

Quero sim, filosofar, mas não dizer algo que ninguém compreende. A filosofia é a arte das perguntas (e assim, do crescimento), mas infelizmente ela está capenga de uma perna. E é essa perna que a possibilita andar sozinha. Essa perna somos nós. Essa perna é qualquer ser que se questiona, e não apenas os chefões da filosofia. Se essa mutilação teve causa por aqueles que usam essa ciência apenas para status ou não, não se sabe. Mas é certo que o ser humano está alienado de sua própria ciência.

E sãos nessas circunstâncias que o tanquinho tem que começar a pensar. Mas que tanquinho é esse? O tanquinho é apenas uma desculpa. O que eu quero, realmente, é "vulgarizar" (no modo mais benéfico da palavra) a filosofia. Fazer uma filosofia de fundo de quintal, a qual todos podem ter acesso. Fazer brotar o delicioso desejo de crescer em cada ser humano. Fazer uma filosofia de tanquinho, que até uma dona de casa conhece. Por'quanto, só espero que dê certo.

E então, vamos lavar nossas roupas sujas?


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